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Arquivo da categoria ‘epístolas’

Oi,

Faz tempo que não envio cartas para você. Estava pensando nisso outro dia. Faz tempo que não envio cartas para você, querido. Tenho estado muito ocupada, sabe. Melhorei minhas idéias, estou treinando a memória recente (pois eu esqueceria dos aparelhos que impedem as pessoas de esquecerem as chaves). Mas, olha, ultimamente só consigo pensar em [...]

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Isabel, Por que você me prende aqui fora? Deixe-me entrar. Te amo, Luís

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Amado Mateus Mateus Mateus, Repito seu nome três vezes, todos os dias. Mateus, Mateus, Mateus. Ah, não se espante, não sou vítima de qualquer insanidade mental. Bem, amor é uma insanidade mental, mas não penso que eu seja particularmente insana. Talvez às vezes, quando estou comigo mesma, insuportavelmente sozinha. Mas, não. Diariamente, você é meu [...]

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felicidade

Querido G. Hoje estava pensando demais em uma carta para te escrever, muito bem, aqui está. Considere um milagre, caso chegue às suas mãos. Ouvia a Tati contar sobre os casais da turma. Como eles brigam, se separam e voltam, se amam e se odeiam. É chateante, eu sei, a Tati consegue ser bem frívola [...]

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Epístola XX

27 de outubro, quarta-feira Querida Louise Estou simplesmente eufórica. Acredite. Pena que tenha que se mudar para tão longe, Buenos Aires fica a uma distância considerável, dificilmente poderei visitá-la. No entanto, fico imensamente feliz por você ter finalmente encontrado alguém a altura. Além do mais, você receberá a herança e poderá continuar sua carreira de [...]

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Epístola XIX

24 de setembro, Douglas, Talvez essa seja minha primeira carta de amor. Entenda, é preciso muita coragem da minha parte para escrever assim. Nosso último encontro clareou muito, exatamente por ser algo inesperado. Talvez você tenha imaginado, mas sua intuição é precisa. Seu repentino sumiço – mesmo esclarecido como uma urgente ida à Minas por [...]

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15 de setembro Louise, Como vai? Quero que saiba das minhas palavras não ditas em nosso último encontro. Veja bem, fiquei um tanto estupidificado, e eufórico demais. Seu comportamento, sempre de uma dama indiferente, contrastou de tal maneira com suas palavras doces – tímidas – que mal consegui pensar em algo adequado. No entanto, quando [...]

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