No baú guardei
um buraco negro
eternamente a sugar
uma estrela triste.
Esqueci o céu frio
azul e imutável
o neguei e rejeitei
e lá ele ficou.
Na campina verde invernal
apenas caminhei sem deitar
o corpo do passado.
Elegi os vitrais doces
e suas cores e luz
comigo carrego.



