São todas Pequenas Porções de Ilusões. Sem exceção.
Não percebem a diferença entre o Sol Bom e o Sol Ruim, e acabam por perder a melhor parte do dia: seu fim.
Precisam escrever, mas não encontrando idéias, tentam se entreter nos números. Aritimética vazia.
Não se satisfazendo com as pessoas, idealizam uma em sua mente. E pronto! Olha só, um amigo imaginário.
São meigas e sinceras. Tímidas e corajosas. São todas essas outras coisas importantes.
Ah… Essas Pequenas Porções de Ilusões ainda quebram alguém.
Posts de Janeiro, 2009
She… They?
30/01/2009Written
28/01/2009È noite.
Sozinha, só sozinhando palavras
tirando significado isolados
para algo que já não é madrugada
já não desdorme
já não é.
Volto a pensar
e se fundir
que se misture
e que se funde uma nova miscigenação.
E se minhas palavras apenas sonham
Sonífera, volte a sonhar.
E cozinhe mais outro sonho
um pouco de açúcar para acordar.
Meu fio da meada some.
E em suma, não sumiu tanto
apenas assumiu seu sumiço
depois do des-sumiço, do des-sabor.
Em suma…
Eternity
28/01/2009O passado
parece esmaecer.
O presente se torna
insólido, tão rápido…
Se funde com o futuro.
Dá até uma certa agonia
pensar que em breve – é aterrador -
tão breve, terei esqueci_
do este momento, e – terá passado.
Logo estarei
no fim da vida; é preciso ter:
Fé.
Just… fight,while.
22/01/2009
Há pessoas que desistem. E então, preferem se conformar com pouco, ao que parece que lutar por mais, é infrutífero.
Isso pode trazer mágoas.
Porém, há pessoas, também, que não percebem que a hora de ir atrás já passou, e por mais esforços que façam, o único progresso que se consegue é mais cicatrizes.
E é tudo isso que deve ser vencido. Todos os dias.
Ida ao mercado
21/01/2009Às quatro horas em ponto, me arrumo, escovo os dentes, pego o que preciso e saio de casa. O céu, nublado, é um convite para se demorar mais na rua, uma vez que nos protege do forte sol acima das nuvens. O vento suave e morno de verão bate em meu rosto e afasta meus cabelos dos olhos. Boa tarde!
Caminha em linha reta. Atravesso a rua tranquila, em outros dias tão mais movimentada. Continuo andando. Numa casa simples, com um jardim bem cuidado, uma velha sai pelos fundos, em direção ao portão. Sorrio timidamente. Ela retribui com um sorriso desdentado e exclama “Oi!”, como se isso sempre acontecesse.
Chego perto do bar local. O cheiro de bebida e cigarro domina no verão. De lá, sai um velho com sua netinha, uma menina de uns 5,6 anos, loira e perguntadeira. A menina, com um doce nas mãos, vai feliz ao lado de seu avô. Conversam o tempo inteiro, e o senhor responde a todos os porquês da garotinha. Exemplo de paciência e dedicação.
Mais uma rua e chego à pracinha que premete o mercadinho. A grama havia sido aparada mais cedo, e o cheiro de capim cortado ainda era forte e revitalizador. E a paisagem, porém, estava mais cinza naquela parte do bairro. Até mesmo as árvores, mais viscosas depois da temporada de chuvas, estavam desbotadas. Era como entrar em um daqueles filmes antigos, gravados nessas câmeras de mão.
Atravesso a praça como que entrasse em um sonho. Passo e chego ao mercado.
Depois de vinte minutos circulando, levo apenas alguns dos itens da minha lista mental. Lastimável, pretendia mesmo cumprir esses objetivos. Por fim, já que havia entrado quieta, saio calada do estabelecimento.
Vou à pracinha cinza. Sento-me no banco preferido e jogo a cabeça para trás, como se relaxasse. Fechando os olhos por um momento, imagino que veria a silhueta do objeto do meu amor, assim que voltasse a ver. Nada raro engano.
Ainda assim, quando levantei as pálpebras e senti a brisa no rosto, me lembrei, inevitavelmente dele. Foi como se estivesse mesmo, sentado ao meu lado. Imaginei como o vento estaria brincando em seus cabelos, e em como ele me olharia, sorrindo, meio que de lado, como sempre faz. Então, minha mente viajou em cada lembrança juntos.
Mas logo me lembrei, como se as nuvens que me proporcionavam sombra, se abrissem e deixassem toda a carga molhada cair: Não posso mais viver esses momentos. Posso lembrar, sonhar e olhar ao longe. Mas não vivenciá-los novamente. E isso me corta o coração.
Permaneci sentada no banco de madeira e concreto por mais alguns minutos. Perdida em devaneios, pensando em como poderia atravessar a cidade e bater na porta dele, então, confessar-lhe meu amor e sair correndo. Não haveria a clássica frase: “espera!”. Não. Apenas o barulho da porta se fechando às minhas costas. Então, silencio.
Mas, para a surpresa geral, me levantei sorrindo e sai de volta às ruas, como uma boba. Imaginando estar ao lado de alguém com quem conversar. E isso perdurou o trajeto todo. Até, por fim, chegar a minha casa, às gargalhadas, e notar, que, apesar de ter passado quase uma hora fora, ninguém havia notado minha ausência.
Tudo na santa paz


