Esse foi o título que dei para o seguinte texto. Já havia postado em um outro blog, mas me esqueci. E agora, revirando meus milhares de devaneios, o encontro. Não o terminei e nem sei se quero. Incrivel que na época, eu tinha tempo/paciência para escrever. Agora nem por um decreto.
Portanto, lá vai a história. Não a editei na época e não o farei agora.
Não era um exemplo de beleza e bom humor. Também não era um modelo a ser seguido ou banal. Tinha lá suas recaídas de loucura incrivelmente engraçada e contagiante. Sua inteligência não era das melhores, sabia o que queria saber e ignorava o resto. Entretanto, antes de cair nos famosos braços de Morfeu, filosofava sobre o que estava fazendo da vida, sobre suas atitudes, personalidades e amigos.
Pensava em seus medos. Ah, como tinha medos!
Tinha medo de barata, de altura, de doenças graves, e… Olha só! Tinha medo de se apaixonar!
Não medo de amar. Ao menos amor próprio uma pessoa deve ter. Medo de paixão… com amor.
E talvez nem fosse medo, talvez fosse apenas porque já sabia as conseqüências, não só para si própria, mas para terceiros. Evitava.
“É loucura lúcida e triste”, dizia para si entre outras frases dignas de Shakespeare.
Sabia o quão ficava vulnerável, boba, cega-surda-e-muda. O tanto que via e não acontecia, que não era.
E não gostava disso. Nem um pingo.
Sempre envolta com seu manto da educação polida, da bondade e indiferença às atrações passageiras.
Quem disse que a tão fria dama não tinha suas aventuras?
Não sempre, mas nunca “de vez um nunca”.
Acreditava, por incrível que pareça, no “amor à primeira vista” e na felicidade conjunta. Era feliz do seu modo, afinal.
Romanticismo sem amor.
O fato era que uma pessoa assim merece uma bela história, cheia de aventuras e gestos nobres, e por sua vez, trair seus princípios.
Quase aconteceu.
Alguém tão qualquer que se passa e nem nota que existe. Quase invisível. Comum demais.
Ah, acabo de lhe apresentar a outra parte da história. O conquistador conquistado.
Ele foi mais uma dessas aventurinhas às escuras, mas veio acompanhado com o brinde da cativação. E foi muito cativado, sempre retribuindo os carinhos. Até que aconteceu. Nossa dramática história se torna um daqueles livros melosos de romances.
Até que surge, como em toda boa história, os terceiros. No caso, a terceira.
Nossa protagonista, Susana, não se conforma e descobre que amor sem lealdade não é amor. Era apenas um jogo, uma brincadeira na qual ninguém ganha.
Ou é isso que se pensa depois de tanto vivido (sim, se passou um ano desde o “fatídico” dia do primeiro encontro).
- H.



