Posts de Junho, 2008

Calendário apressado

23/06/2008

Me comentaram esses dias que o tempo está passsando mais rápido, ou é isso que alguns físicos querem provar. Algo a ver com o aquecimento global e rotação terrestre. Eu arriscaria um palpite sobre alienigenas, mas fiquei quieta. A pessoa achararia que eu estava zombando e já me cansei disso.
Mas, quero dizer aqui o que não tive oportunidade de dizer na hora por ignorância e distração: não é o tempo que está devagar, são as pessoas que fazem tudo igual todos os dias. São vocês que se mecanizam.
Seguinte: o cérebro tem mais de 8 milhões de pensamentos por dia, e, pra não enlouquecermos ele organiza tudo em “armarinhos”. Tudo o que é comum/repetitivo passa direto pra uma gaveta, tendo apenas uma nota informando que aconteceu. Já o que é diferente/novo tem um processo maior; faz-se um relatório completo e guarda-se numa gaveta especial por algum tempo, até cair na banalidade.
Então, demoramos mais tempo para guardar lembrança de um lugar novo, por exemplo. Enquanto o ambiente doméstico ou do trabalho são registrados e logo arquivados.

O tempo continua o mesmo, e (infelizmente) as situações também.

“Esquecer não é perdoar”

21/06/2008

E acreditar também não é esquecer. Muito menos perdoar.
Perdão é entender, esclarecer e, então sim, ver se você pode continuar convivendo com um certo fato.
O processo da desculpa pode danificar mais que o processo da perca de confiança. Pra precisar pedir o famigerado perdão, deve ter arrependimento e reconhecimento. Por fim: não erre. Já que não existe verdade absoluta, e sim fatos.

Fim do texto brega.

Conto de calor

12/06/2008

Um dia, Lidia decidiu que iria largar tudo e casar. Tudinho mesmo!
Ia deixar seu estúdio de tatuagens, seus pais, amigos, resto de família, clientes e fugir pra Manaus e se engraçar com qualquer índio.
Como percebe-se, falta o noivo.
E ela o fez: fechou seu negócio de 5 anos. Cobrou clientes, e deu um aceno pros queridos. E foi-se. Pagou “os olhos da cara pra ir pro mato!!” de avião (tem que ser rápido).
Chegou bem na capital Amazonica. foi de botas, esperando chegar já no barro e em de enfrentar uma cobra venenosa qualquer.
E adivinhe: o lugar era civilizado!!
Tinha prédios, ruas, asfalto (olhe só!), comércio e um aeroporto ajeitado até!. Pessoas de todas as cores e cabelos. Todos os tamanhos e costumes. Mameluco, mulato, branco, negro, indio, blá blá blá.
Se hospedou num hotelzinho ajeitado, com uma vista pro comércio agitado que tem. Era outro país.

Não que fosse outro país mesmo, mas acho que os caros leitores entenderam. Vamos cortar logo essa história.

Lidia acordou durante a noite com um barulho, um ritmo. O jovem dono do estabelecimento (que segundo fontes era filho de um holandes fugido com uma indiazinha) disse que era Lua Cheia e uma certa tribo fazia festa, mas parece que hoje estrapolaram um pouco, é sempre bem calmo por aqui durante o mês inteirinho.
– E é bonita, a festa?
– ô se é, menina! Já viu coisa de índio num ser?
– É que sou lá de São Paulo, não conheço nada.
– E veio fazer o que aqui, ein? É mais uma daquelas ambientalistas ou reporteres?
– Nada disso.
– Então veio pra ver o Solimões? Passeios de barco são meio perigosos, se quiser te digo quais são os melhores por aqui.
– Vim pra casar, moço.
– Casar, é? então volta pra São Paulo. Teu noivo já deve de ter ficado com outra mulher daqui, todas lindas, viu?? hahaha
– Uhum. Vou ver a festinha lá e já volto.
– Mas é…
E não é que são todas lindas, as mulheres, mesmo? Morenas, cabelos pretos e lisos e com um “bronzeado” maravilhoso. E todas (ou quase todas) casadas. Ê mundo bom de acabar.
Acabar sem a protagonista casar.

“…do teu lado eu não saio…”

09/06/2008

Espero que goste do mundinho alternativo!