jump to navigation

06/07/2009

Posted by Heloisa in unamed things.
add a comment

Eu vou esquecer. Vou superar. Vou seguir minha vida.

Assim espero.

Pensar, que exclui todas as fotos nossas juntos. Que me recusei a me despedir.

Esquecerei, será melhor.

Ainda há muitos problematicamente altos, branquelos de cabelos e olhos escuros por vir.

oks, ok.

03/07/2009

Posted by Heloisa in unamed things.
add a comment

Perder é díficil. Poís só perdemos o que já tivemos e por alguma ironia ou imprevisto não temos mais.

Pior que perder é sentir falta. Pior que perder é conviver com essa falta por longos anos.

Melhor que perder, é saber que encontraremos novamente, algum dia.

Deverei lamentar mais, chorar mais. Mas nada sinto. Não sou insensível ou forte, mas sei que minha parte foi cumprida: fiz o que pude.
Tampouco, irei dizer que não sentirei falta. Já sinto, muita. Mas resignação é uma coisa engraçada e deixa tudo mais fácil.

“Que é a vossa vida? Sois, apenas, como neblina que aparece por instante e logo se dissipa” Tiago 4:14

Saudades, vó.

01/07/2009

Posted by Heloisa in unamed things.
add a comment

E quando eu digo que amo mais de um, não que eu ame realmente, mais de um. Amor é um de cada vez, apesar de minhas mentirosas palavras. Digo essas coisas sem sentido algum porque tenho medo (de novo) de amar somente a uma pessoa, moldar e valorizar esse amor, cuidar dele, e por fim, me tornar parte dele e nunca mais esquecer. E nunca mais amar outro. O amor deveria ser parte de nós e não nós parte dele. E é por isso que procuro me distrair, procuro me mostrar que tenho outras possibilidades, que posso encontrar pessoas mais legais e que me amem também. Porque estou cansada de amar sozinha e ter esse conceito de exclusividade, que nem é correspondida.
Mas devo dizer: para amar a um outro, é preciso esquecer ou transformar o amor antigo. Pois, apenas “gostar”, “apaixonar-se” não basta, entenda. Você irá tremer, se sentir insegura, gaguejar, sorrir, sonhar, estragar tudo, fazer planos de travesseiro e todas essas coisas que você fez e sentiu quando começou a amar. Mas entenda, não é muito eficaz esquecer um com outro. Tento me convencer do contrário o tempo todo.
Mesmo que venha a ter outros sonhos, paixonites, preciso esclarecer para minha culpa interna de infidelidade: apesar de todos esses carinhos e distrações, nenhum é comparável àquele que sinto pelo mais lindo olhar da cidade. Nada é como o que penso, sinto e vejo quando estou perto dele e tampouco é como os laços que criei, a intuição e empatia que sempre tive com ele.
Mas por ora, ainda me sinto culpada. Por ora, odeio me sentir feliz por motivos semelhantes mas não particularmente os mesmos.

Penso que é porque me sinto longe demais.

Desânimo 29/06/2009

Posted by Heloisa in imaginação + tempo livre = isto.
add a comment

16122008135

Já tive, e tenho, muita letargia.
Preguiça e apatia total. Nada me surpreende, nada me impressiona, nada me anima. É desesperador, sabia?
Estar no meio das pessoas, tentando se curar, mas desejando ao mesmo tempo mais do que nunca estar na cama, bem segura e imóvel debaixo dos cobertores. Para ser honesta, desejo isso quase o tempo todo, no inverno o diferencial é que alguma bebida quente (chocolate quente) acompanha, mas de canudinho.
Esse desânimo todo pode ser justificado por hormônios. Ou falta deles. Mas, como a boa perfeccionista complexada que sou, não admito ser isso. É falha minha.
A letargia é estranha e incoveniente. Até hoje a cura é procurada. Os tratamentos viciam – cafeína.
Cafeína, energéticos. Não sei se é psicologico. Realmente, me dá um pouco de ânimo. Por vezes, fico elétrica.
o problema, é que já estou viciando. É muito suscetível. Antes somente uma, agora duas xícaras perday. Terrível.
Pato Fu, como sempre, parafraseando: “tomo um café, um guaraná, pra me animar. Mas ficou tão tarde, que é melhor deixar pra lá.”.
Desânimo até para preparar o café.

28/06/2009

Posted by Heloisa in unamed things.
add a comment

Não direi que você precisa de mim, você realmente não precisa. Mas, ora, sentirá minha falta muito brevemente. Verás, que se eu não estivesse ali, naquele momento, seria tudo sem graça. Vais ver que levo um pouco de ‘diferente’ para a sua vidinha preto e branca.
Você nunca poderia ser isso que é agora, se mim. Ahn, não é presunção, é fato. Não mudei tudo, mas a pouca parte importante.
Sabe, me usastes para satisfazer tua própria vaidade, como todos nós fazemos muitas vezes. Mas todos nós aprendemos que ao final, nos tornamos dependentes dessa vaidade, dessa massagem diária no ego. E é por isso que sentirás minha falta. Pois depois de mim, poucos estarão dispostos a te tratar com mimos e atenção.
Não poderia ter sido diferente. Somente que, poderíamos ter aproveitado melhor esses 7 meses juntos. Mas é até melhor que esse ‘nada’ tenha perdurado. Não queria ter que deixar ‘alguma coisa’ para trás.
Sou egoísta o suficiente para não ser capaz de passar despercebida em uma vida, que tanto importou para mim. E ainda importa.

E imagine se eu não te amasse.